“Inocente para Além de Qualquer Dúvida”: caso Casa Pia volta ao tribunal

Capa Inocente para além de qualquer dúvidaInocente para além de qualquer dúvida. O título não podia ser mais esclarecedor sobre o livro escrito por Carlos Cruz, à venda em todo o país. Nas 450 páginas, insuficientes para todo o material que poderia ser publicado, são apresentadas, segundo o antigo apresentador, as provas da sua inocência no que respeita ao seu envolvimento no processo Casa Pia.

Esta provas, antes desconhecidas, foram colocadas à disposição do público em geral através desta obra, onde se podem ler e ver alguns dos argumentos e documentos que, segundo a defesa de Carlos Cruz, ilibam totalmente o antigo apresentador do crime que começa, hoje, a ser novamente julgado no Tribunal de Primeira Instância. Recorde-se que o Tribunal da Relação de Lisboa mandou repetir a produção de prova.

«Neste livro, o leitor encontra a prova irrefutável do que sempre afirmei: estive, estou e estarei sempre inocente! De forma documentada e sustentada. Com dados a que nunca teve acesso ou que lhe foram dados a conhecer quase sempre de forma deturpada ou manipulada. Confirme o que dizem testemunhas, juízes, procuradores, investigadores, assistentes e jornalistas. Conheça a investigação e os seus procedimentos.» Carlos Cruz

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«O caso Casa Pia regressa hoje a julgamento em primeira instância, depois de o Tribunal da Relação de Lisboa ter mandado repetir a produção de prova relativa aos alegados crimes sexuais cometidos, contra ex-alunos, numa vivenda em Elvas.

Ao decretar a nulidade do acórdão em relação a factos ocorridos em Elvas (alguns datam de 1996, 1997 e 1998), a Relação acabou por beneficiar os arguidos que estavam alegadamente envolvidos: o advogado Hugo Marçal, Carlos Cruz e Carlos Silvino. Abrangeu ainda Gertrudes Nunes, que já tinha sido absolvida.

(…) Quanto ao apresentador de televisão e arguido Carlos Cruz, os juízes da Relação não levaram em conta o crime de Elvas pelo qual havia sido condenado, mas deram como provado a prática de outros crimes de abuso sexual de crianças, resultando o cúmulo jurídico numa pena única de seis anos de prisão. (…)

O acórdão de primeira instância, que havia condenado seis dos sete arguidos a penas de prisão efetiva, foi proferido em setembro de 2010, depois de uma maratona judicial que durou quase seis anos, em que foram ouvidas perto de mil testemunhas.

Com excepção de Carlos Silvino, “Bibi”, nenhum dos arguidos admitiu a prática de abusos sexuais de menores, reclamando inocência. O coletivo de primeira instância, presidido pela juíza Ana Peres, condenou Carlos Silvino (18 anos), Carlos Cruz e Ferreira Diniz (7 anos), Jorge Ritto (6 anos e 8 meses), Hugo Marçal (6 anos e 2 meses), Manuel Abrantes (5 anos e 9 meses) e absolveu Gertrudes Nunes. Os condenados ficaram ainda obrigados a pagar indemnizações às vítimas. O processo Casa Pia começou a ser julgado a 25 de novembro de 2004.» in Expresso

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