Leia em “Inocente para Além de Qualquer Dúvida” os argumentos de Carlos Cruz sobre Elvas

Capa Inocente para além de qualquer dúvida

Foi ontem conhecida a decisão do Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) sobre os recursos colocados por vários dos arguidos do processo Casa Pia.

Entre as várias decisões tomadas, o TRL decretou a nulidade do acórdão na parte respeitante aos abusos cometidos na casa de Elvas, o que significa que os crimes de Elvas terão de ser julgados de novo na primeira instância.

Se ainda não teve oportunidade de ler Inocente para Além de Qualquer Dúvida, aproveite para ficar a conhecer, segundo dados reunidos por Carlos Cruz, os factos, apoiados em documentos e transcrições do julgamento, que levaram o antigo apresentador, desde o iníco do processo, a reclamar inocência dos crimes de que foi acusado de ter praticado em Elvas.

Conheça também todos argumentos que, segundo o antigo apresentador, provam não só a sua inocência dos crimes cometidos em Elvas, mas também dos praticados na Av. das Forças Armadas.

Fiquem com um pequeno excerto do capítulo dedicado a :

«Elvas – A Casa das Orgias

Analisemos então, friamente, usando o bom senso, a experiência de vida, a lógica.

  • 1 – O tribunal condena -me por um acto de sexo oral que Lauro D teria praticado em mim. Segundo Lauro D, teria sido em Elvas, numa situação em que ele estaria acompanhado de vários colegas (o número varia de quatro a sete) e numa sala onde estariam vários adultos. O tribunal não refere ninguém
    (além do dr. Hugo Marçal a abrir -me a porta), nem colegas, nem adultos.

Conclusão - Lauro D mentiu em relação à presença de colegas e de adultos. Mentiu. Ou então o tribunal resolveu dar como certa uma versão diferente da do próprio Lauro D.

  • 2 – A situação seria uma (a única referida por Lauro D envolvendo -me) em que todos os rapazes me fariam sexo oral para eu avaliar das suas “técnicas” e decidir com que adulto ia cada um deles para o quarto. Eu seria, segundo sua expressão, “o provador real”. Não há nenhum rapaz, em todo o
    processo, que refira essa situação.

Conclusão - Lauro D mentiu em relação às circunstâncias e detalhes da situação em que eu teria cometido o crime. O tribunal conclui que só lá estava ele. Lauro D nunca referiu qualquer viagem a Elvas sozinho. Nem Carlos Silvino alguma vez declarou que levou apenas Lauro D.

  • 3 – Em todo o processo, a “Casa de Elvas” é referida como sendo o local onde se passariam regularmente várias situações de abusos sexuais com vários alunos da Casa Pia e vários adultos em simultâneo (“orgias”, segundo a comunicação social). O tribunal não aceita como provada nenhuma situação na casa de Elvas, a não ser esta comigo, Hugo Marçal e Lauro D.

Conclusão - Todos os assistentes mentiram sobre a Casa de Elvas. O tribunal considera que eles estarão a dizer a verdade sobre outros episódios. Só que Elvas foi, desde sempre, o epicentro do processo Casa Pia. Elvas desmoronou -se. Dos escombros, o tribunal fez sobreviver uma mentira anedótica comigo e Lauro D como protagonistas.

  • 4 – O tribunal, sem me dar conhecimento prévio, para que eu me pudesse defender, alterou a data do crime de “um sábado” para “um dia indeterminado do último trimestre de 1999″. Em inquérito, Lauro D sempre se referiu apenas a sábados. O MP não permitiu que essas declarações fossem lidas no julgamento. Já devia estar preparada a artimanha de se mudar o dia. Apresentei provas de que nunca poderia estar em Elvas, naqueles sábados. O tribunal altera para “um dia indeterminado”. Agiu ilegalmente ao não me comunicar, em tempo correcto, essa alteração.

Conclusão - Perante o peso esmagador das minhas provas, o MP e tribunal mudaram tudo. Fundamentam? Não! Provam? Não! Esclarecem? Não! Fica tudo escondido debaixo do guarda -chuva comum a toda a sentença a que chamaram a “ressonância da verdade”. Mas onde ressoa a verdade de Lauro D? Quando diz que há vários colegas, vários actos de sexo oral, vários adultos?

  • 5 - A descrição do interior da “Casa de Elvas” de Lauro D é completamente fantasiosa. Não há nenhuma afirmação da qual se possa concluir, sem margem para dúvida, que teve algum contacto comigo, a sós ou em grupo, em Elvas ou em qualquer outro local. Ou tampouco que ele esteve alguma vez no interior daquela casa. Pelo contrário.

Conclusão - O tribunal dá como provada uma situação que não corresponde à descrita pela “vítima”. Fundamenta? Não! Prova? Não! Esclarece? Não!

  • 6 - Lauro D, no mesmo dia, diz em tribunal que foi no fim -de–semana e depois emenda para dias da semana.

Conclusão - Como fala de factos não vividos, Lauro D entra em contradição no mesmo dia.»

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